segunda-feira, 10 de abril de 2023

Conselho Nacional de Justiça lança materiais jurídicos em Nheengatu e outras línguas indígenas

 

 Em cerimônia com participação de diversas lideranças indígenas, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou na última semana uma série de materiais informativos sobre audiências de custódia traduzidos para as línguas Nheengatu, Baniwa e Tukano. O evento ocorreu na Maloca da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) em São Gabriel da Cachoeira (AM), cidade próxima à  fronteira com Colômbia e Venezuela considerada a mais indígena do Brasil. A ampliação da tradução para outras línguas já está em debate.

Os oito cartazes serão fixados em locais estratégicos, como delegacia, defensoria, fórum e câmara dos vereadores. A tradução ocorreu em parceria com a FOIRN e com o Instituto Socioambiental (ISA) a partir das versões em português lançadas em 2021. A qualificação das audiências de custódia é uma das ações do programa Fazendo Justiça executado pelo CNJ em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública para incidir em desafios no campo de privação de liberdade. Neste tema, há ainda importante apoio do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.

Confira os cartazes sobre audiências de custódia nas línguas:

Diretor-presidente da FOIRN, Marivelton Barroso destacou o ineditismo da ação e a importância de fazer valer normas que garantam a obrigatoriedade do uso das línguas oficiais. “Nesses 35 anos da Foirn, pela primeira vez a gente lança os cartazes de audiência de custódia nas línguas cooficiais do município. Temos a responsabilidade de valorização cultural e resistência dos povos indígenas, nos preocupamos com o território e com a sobrevivência física e cultural”. Para ele, a cerimônia representa uma conquista, mas também sinaliza desafios para o futuro. “No momento que vocês se unem aos indígenas e aos direitos humanos, a gente se junta a vocês para o acesso à Justiça dos Povos indígenas.”

O conselheiro do CNJ Luiz Philippe Vieira de Mello Filho destacou que a tradução dos cartazes busca qualificar a porta de entrada do sistema prisional. “Pretendemos voltar em junho, trazendo equipe de magistrados bem treinados em Justiça Restaurativa, uma perspectiva que, mais do que garantir os direitos da pessoa custodiada, visa evitar o encarceramento e restabelecer relações na sociedade.”

Para o supervisor do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF) do CNJ, conselheiro Mauro Martins, o lançamento histórico complementa o sentido da Resolução CNJ n. 287/2019, que disciplina direitos e princípios das comunidades indígenas nos processos criminais. “Essa é iniciativa inédita e pioneira no sentido de traduzirmos nas linguagens das comunidades indígenas aquilo que é próprio do Direito”, disse, destacando que há outras medidas em discussão para promover integração cultural. Segundo o coordenador do DMF, Luís Lanfredi, ao abordar temas de interesse sobre procedimentos logo após a prisão, “os informativos dão visibilidade ao trato cotidiano do sistema de justiça, portanto, fundamentais para a promoção de direitos”.

De acordo com o juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) Jorsenildo Nascimento, a colaboração entre CNJ, TJAM e agências da ONU resultou em uma das mais importantes políticas de inclusão do Poder Judiciário brasileiro quanto aos direitos da população indígena. “A iniciativa representa um marco significativo e ímpar no processo de democratização do acesso de todos os cidadãos brasileiros ao Poder Judiciário.”

Sócio fundador do ISA, Márcio Santilli destacou a escolha de São Gabriel da Cachoeira por concentrar um complexo interétnico composto por 23 povos diferentes. “As relações entre esses povos são complexas, assim como as relações com a sociedade. E diante disso, a presença e a eficácia do provimento de Justiça é uma questão fundamental.”

Agência CNJ de Notícias

https://www.cnj.jus.br/cartazes-sobre-audiencias-de-custodia-sao-lancados-em-tres-linguas-indigenas-no-amazonas/

https://www.tjam.jus.br/index.php/monitoramento-noticias/5854-lancamento-de-materiais-informativos-sobre-audiencia-de-custodia-traduzidos-nas-linguas-indigenas-nheengatu-baniwa-e-tukano-em-sao-gabriel-da-cachoeira

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NHEENGATU: A LÍNGUA BRASÍLICA

Nheengatu é a versão moderna do Tupi que outrora foi Língua Geral mais falada pela população colonial (portugueses, indios, negros e mestiços), MAIS FALADA DO QUE O PORTUGUÊS.

O sotaque Caipira descende da versão Paulista da Língua Geral como se desenvolveu no Sudeste do Brasil (e que influenciou os sotaques Sertanejo e Mineiro), enquanto os sotaques do Norte (amazonense, paraense) derivam fortemente da Língua Geral Amazônica, ou Nheengatu, ou Tupi Moderno.

É a língua mais linda do mundo. É fácil. O Tupi Antigo possui dicionários e gramáticas completas de fácil acesso pela Internet, feitos desde os tempos coloniais até hoje.

Tupi é a Língua Clássica do Brasil, é a LÍNGUA BRASILEIRA por excelência, pois era falada não só em TODO o nosso Litoral sob suas formas variantes mutuamente inteligíveis, mas também era falada na Amazônia. Seu parente Guarani é Língua Oficial do Paraguai e tem enorme influência nas regiões sul e centro-oeste do Brasil. Nheengatu é falado também no Peru, na Venezuela e na Colômbia.


Há um aplicativo, no estilo do Duolingo, que ensina o Nheengatu. Eu estou usando.

https://nheengatu-app.web.app/

Ela Criou Um App Que Ensina Línguas Quase Extintas De Povos Indígenas Brasileiros

Aluna do curso de Antropologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), desenvolve aplicativo para aprender-ensinar nheengatu, uma língua quase extinta dos povos indígenas do Brasil


Suellen Tobler, criadora do app Nheengatu

A ideia do Nheengatu App surgiu em 2020, do sincronismo entre o interesse pessoal de Suellen Tobler em aprender novas línguas e a oportunidade de passar uma semana na casa da professora de Nheengatu, Dailza Araujo, da escola indígena Suraraitá Tupinambá, da Aldeia São Francisco, baixo rio Tapajós, Santarém - Pará.


“Enquanto eu ensinava algumas palavras em inglês para sua sobrinha Marcelinha, Dailza me ensinava algumas palavras em nheengatu, num processo colaborativo e desinteressado. Na despedida, Dailza me presenteou com o livro “Nheengatu Tapajowara”, produzido no “Projeto de Extensão Curso de Nheengatu UFOPA/GCI”. Em casa, ao folhear o livro, percebi certa semelhança entre o nheengatu e o alemão, língua que eu estudava naquele momento através do app DuoLingo, e aquilo que era apenas uma curiosidade tornou-se um interesse de fato, procurei cursos de nheengatu em aplicativos e sites, sem sucesso. Então busquei por outras “línguas maternas” e a única que encontrei foi Guarani Paraguaio. Assim surgiu a problemática: Por que não tem um app para aprender Nheengatu, Tikúna, Muduruku, ou outras línguas indígenas? De imediato não fiz nada a respeito, pois eu não tinha recursos disponíveis. Em 2021, por meio do edital de Cultura Digital, da Lei Aldir Blanc, organizado pelo Instituto Ágata e Secult-PA, eu vi a oportunidade de viabilizar o desenvolvimento deste aplicativo, então escrevi o projeto e felizmente fui contemplada. É emocionante ver esse app no ar, nos primeiros 3 dias alcançou quase 100 usuários registrados! Professores de nheengatu de escolas indígenas entraram em contato interessados, em breve vou publicar novos exercícios elaborados em parceria com os professores.”, conta Suellen.
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Nheenhatu deveria ser declarado Oficialmente o Idioma Nacional do Brasil. Essas iniciativas são maravilhosas pois influenciam as pessoas a se interessar pela Língua Legítima do Povo do Brasil. Além de aproximar o Brasil da Amazônia, que agora deveria ser protegida contra o avanço dos madeireiros e do Agronegócios (e ainda acho que a Capital do Brasil deveria se mudar para Manaus ou uma nova cidade na Amazônia, e o Nheengatu deveria ser obrigatório e preferido nas repartições públicas ao invés do Português).


Nheengatu é mais fácil e prático do que português. As regras gramaticais são simples, os verbos e suas flexões são muito simples, os adjetivos não tem subdivisões. Não tem regras extensas que tornam as frases longas e cheias de conectores como o Português, esta uma língua cansativa cuja forma culta é tão rebuscada que se torna quase ininteligível para as pessoas no dia a dia, a não ser para admiradores de literatura - o que não corresponde à realidade social. 


Há ritmos musicais mais acelerados como Rock, Heavy Metal, Dance Music (Eurodance), Dance-Pop e outros que são um horror de dificuldade de se criar letra em Português. As exageradas regras, conectores e demais elementos para se criar uma frase tornam impossível criar letras para ritmos musicais mais acelerados, com BPM's mais elevados. Muitos artistas desistem do Português e preferem o inglês.


Nheengatu é uma língua muito mais adequada para o mundo moderno que exige mais velocidade e praticidade. Como línguas de negócios, é absolutamente perfeita.


Nós brasileiros, em massa mestiços, não devemos ignorar nossa herança portuguesa. Mas o que acontece é um enorme desprezo pela nossa herança indígena, Tupi. Conhecimento nunca é demais e não acho que seja algo mal falarmos português, mas isso deve ser secundário, como inglês ou espanhol. O português deveria regredir para uma situação secundária e meramente utilitária, como o Espanhol para falar com hispanoablantes e Inglês para anglógonos. Não deve o Português ser uma Nheenga Katu, uma Língua Boa ou seja, a língua corriqueira, diária, oficial e materna. O TUPI deve ser a nossa língua oficial. O sotaque do Nheengatu é tão familiar, tão único, TÃO BRASILEIRO. É doce, nasal, vocálico, tem o cheiro de casa, o sabor do Lar, da família, da Nação:





O destino de Daenerys Targaryen nas Crônicas de Gelo e Fogo

 


Daenerys Targaryen se tornou O MAIOR SÍMBOLO POP DA DÉCADA DE 2010 graças à série de TV Game of Thrones. Ela se tornou o rosto da série, uma heroína inspiradora, carregando atrás de si uma legião de fãs apaixonados como eu. No entanto, teve um fim trágico, mal escrito e extremamente problemático. Basicamente, a personagem foi destruída por um enredo porco que não a entendeu e quis apenas chocar com clichês de hollywood, destruindo a obra literária e toda sua complexidade.

Mas vamos falar da Daenerys da obra literária.

A Daenerys dos livros é muito parecida com a da série, mas é mais jovem, uma adolescente de 13 anos. Tudo o que ela quer é ter um lar, uma casa, uma família.

As Cronicas trazem personagens muito interessantes. O gostoso de ler os capítulos é justamente estar na mente dos personagens e entender suas angústias, suas dúvidas, seus medos, seus terrores, seus desejos e paixões. É maravilhoso.

E cada personagem tem seu grande conflito interno.

Jon Snow é atormentado por ser um bastardo de um grande senhor rejeitado pela madrasta e alguns dos irmãos. Encontra um sentido para a vida vivendo entre uma milícia do fim do mundo e acaba tendo que invadir os domínios de seu pai, se tornando inimigo de seu próprio povo. A quem ser leal? A seus instintos ou ao seu povo que nunca foi seu de verdade?

Tyrion foi rejeitado, traído e odiado a vida inteira por seu pai e sua irmã. Detestado por todos, a única pessoa que pode confiar é seu irmão. Mas ele teve de fugir e virou inimigo de todo o Reino. Agora, está tramando seu retorno do lado de alguém mais poderoso. Vingará todo seu sofrimento e tomará à força as terras de seu pai? Ele merece fazer o que pretende?

Daenerys só quer uma casa, um lar e uma família. Mas o enredo insiste que ela fará grandes coisas. Ela desperta dragões de pedra e desmascara falsos e traidores. Seu filho será o Garanhão que Monta o Mundo. Ela é a personagem que mais tem visões, sonhos e profecias. Mãe de Dragões, Filha de Três, acenderá três fogueiras para vida, morte e amor. Três traições sofrerá: sangue, ouro e amor. Desmascarará jogadores do Jogo dos Tronos, segundo as profecias de Quaithe e as Visões dos Imortais, e esses seriam: Victarion Greyjoy, Moqorro, Tyrion Lannister, Jon Connington, Quentyn Martell, Stannis Baratheon, Varys e o suposto Aegon Targaryen, que para mim é óbvio que é falso e eu acredito que seja o plano de Varys de colocar os bastardos Blackfyre no poder usando Daenerys.





Ela somente pode confiar totalmente em uma pessoa no mundo: Arquimeistre Marwyn, que está indo atrás dela para salvá-la e ajudá-la com os dragões. Ele sabe que Os Outros, os demônios de gelo, estão invadindo o mundo e que Daenerys corre perigo. O único ser confiável vivo pra ela atualmente no mundo é um padre, um Arcebispo que secretamente pratica Magia e é contra a Fé dos Sete e seu fanatismo religioso.

Mas ela não quer nada disso! O enredo é extremamente tóxico. Poderia lacrar aqui falando de feminismo, mas a questão é mais complexa. 

Daenerys é uma menina que quer ter uma casinha de classe média e morar num sítio com papai, mamãe, marido e filhos. Foi Viserys, seu tóxico irmão, que ficou enfiando na cabeça dela as ideias doentias de ter o Trono de Ferro. Ela não quer. Nunca teve um lar, sempre foi uma fugitiva cheia de inimigos. Não pode comer nada sem um escravo provar senão pode morrer envenenada. Deve andar escoltada pelos mais violentos e capazes guerreiros do mundo pois pode ser assassinada a qualquer momento. Ela não tem paz, nem família, nem amigos.

Como se não bastasse o irmão, agora tem bruxas, feiticeiros, sacerdotes e tudo mais dizendo que ela fará grandes coisas, que ela será grande, poderosa, que ela é a princesa prometida e que livrará o mundo da escuridão e das trevas... MAS ELA NÃO QUER!!!!!!

Sim ela é um dragão. Mas um dragão solitário. E, como disse, Meistre Aemon, seu tio-avô, "como é triste um Targaryen sozinho no mundo inteiro".

O roteiro do livro, até agora, está sendo injusto e tóxico com Daenerys. A vida não é fácil, eu sei. Mas a garota está sendo empurrada para uma Guerra que não quer travar. Ela está sendo usada pelo roteiro para lutar contra monstros de gelo e até mesmo se sacrificar ou sacrificar seus filhos dragões por um Reino que nunca quis, que não conhece e que não quer.

Qual o fim ideal para ela?

Bom, o final ideal para mim seria que após toda a grande Batalha e todos os enredos com os traidores, ela finalmente acordasse e se tornasse o Dragão que ela é. Um Dragão não se submete a enredos nem a tramas dos outros. O dragão MATA todos os outros e se impõe com Fogo e Sangue. E é isso que ela devia fazer. Se impor, não pelo Trono de Ferro ou pelos Sete Reinos, mas por um grande Amor, um filho na barriga e um pequeno Castelo pra cuidar: PEDRA DO DRAGÃO.

A ilha, casa de seus antepassados, serviria a Daenerys como o Lar que tanto quis, onde criar seus filhos. Daenerys, pelo bem do Reino, deveria abdicar ou destruir o Trono de Ferro, dando independência para os Sete Reinos desde que governantes justos sejam colocados, para o bem do povo.

Isso seria a conclusão perfeita ao grande conflito da personagem. Arrastada pelo enredo para uma guerra que não é sua, finalmente assumiria as rédeas de sua vida e se imporia como o dragão que é. Estabeleceria uma espécie de Monarquia "Parlamentarista" onde ela pouco poder teria. Em plena Idade Média, o Rei João Sem Terra, na Inglaterra, teve seu poder limitado pela primeira Carta Constitucional que se tem notícia. Nomeando Lordes justos e bons para os sete reinos, Daenerys teria seu poder limitado a tão somente Pedra do Dragão e seus domínios sobre as Terras da Coroa, que não faziam parte dos Sete Reinos. Jon Snow lhe daria um filho e logo morreria na batalha final. Ela teria de sacrificar Jon Snow para vencer a Guerra contra Os Outros e sacrificar o Trono de Ferro para ter a felicidade tão sonhada como dona de casa. Se casaria com algum lorde submisso e daria continuidade à casa Targaryen pela linhagem feminina, como deveria ter sido no passado com Rhaenys Targaryen (a Rainha que nunca foi) e Rhaenyra Targaryen (o deleite do reino) e seus domínios limitados a Pedra do Dragão e as Terras da Coroa.

Seria interessante até mesmo se os Dragões entrassem novamente em extinção. Eu realmente não me importo com aqueles bichos, que tanta glória e terror deram ao mundo. Meu amor é por Daenerys e sua história. Daenerys representa todas as pessoas que são manipuladas, controladas, obrigadas a fazer o que não querem para satisfazer os outros. As pessoas abusadas, física e emocionalmente, doutrinadas, violentadas. Mas que, finalmente, despertam o Dragão que tem dentro de si e tacam fogo em tudo.

Daenerys merece ser feliz. E ela não quer muito, quer pouco. Até esse pouco querem tirar dela. Não é justo. Ela não pode morrer em prol de uma guerra. Ficarei muito magoado, com mágoa e rancor se George R R Martin fizer isso com ela. Que seu final seja agridoce, sem dragões mas com um filho na barriga e uma casa para cuidar, uma família para criar. É o que ela quer. Chega desse roteiro tóxico abusando da menina e da personagem. 

Que morram Jon Snow, Sansa, Arya, Bran, Rickon, Arianne, Tyrion, Euron, Victarion, Aegon, todos os outros. Fogo e Sangue neles.

Afinal, ZALDRIZES BUZDARI IKSOS DAOR



Recomendo o grupo e página Team Daenerys Brasil, onde os maiores e melhores fãs da Rainha Dragão estão, discutindo todas as profecias dos livros e as características dos personagens:



quinta-feira, 6 de abril de 2023

Nightwish anuncia próximo álbum, sem turnês até lá


A Noitedesejo fingindo que não vai ter tour por causa da gravidez da Floor. Todo mundo sabe que é.

Olha, sinceramente, sem nenhuma expectativa para um novo álbum. Os dois últimos foram muito decepcionantes. O Dead Boy (Tuomas) não é mais o mesmo. Saudades quando as composições eram mais bonitas e profundas, sobre sentimentos. Agora escolhe-se um tema qualquer e faz um álbum todo em cima dele, sem emoção.

A sonoridade mudou muito desde a saída de Tarja. Tuomas está tateando no escuro sem encontrar algo sólido em que se firmar, como outrora fora Tarja Turunen. A banda até manteve (e aumentou) seu sucesso e riqueza com Anette berrando, mas foi só na Europa. Perdeu prestígio entre os metaleiros no resto do mundo, "virou pop" dizem até hoje, "a nova vocalista tem a voz enjoativa", "é banda de criança e menininha". Realmente, mas ainda era bom. Agora, nem isso. É ruim, chato, sem emoção, sem vida.



Nem com um potencial como Floor Jansen o Tuomas conseguiu compor como antes. Floor é uma das maiores e melhores vocalistas de rock de todos os tempos mas é desperdiçada em melodias chatas, aborrecidas e sem graça. Ela não solta todo seu potencial. Triste. Talvez esse seja o último álbum do Nightwish. Gosto tanto da banda mas é difícil ser fã quando o próprio dono e compositor parece não querer mais. Talvez seja melhor parar do que fazer coisas tão mal feitas e sem sentido como os últimos dois discos, Endless Forms e Human Nature.

Espero que Tuomas volte a falar do Dead Boy e não da natureza. Ele é melhor falando de si e suas paixões do que de DNA e História.

Ele era tão bom falando sobre sua paixão pela Tarja. Até mesmo uma Balada tão simples como Forever Yours consegue ser melhor que todas as músicas dos últimos discos.

quarta-feira, 5 de abril de 2023

ENCONTRE SUA PRÓPRIA VOZ - FIND YOUR OWN VOICE - STRATOVARIUS

 

Encontre sua própria voz

Nem Cristo, Deus ou religião
Deu-me as respostas que eu procurava
Hipócritas arrogantes
Vendendo a chave para o portal celestial

Tenho meu próprio caminho
Não me importo com o que você diz
Você fala tua verdade e eu a minha

Encontre sua própria voz
Expanda a força interior
Vá encontrar sua própria verdade e deixe (os) outros
Deixe que sua própria luz guie seu caminho pela vida
Encontre seu próprio caminho
Faça seu próprio paraíso

O LIVRO DE JÓ E A REVOLTA CONTRA O STATUS QUO -




JÓ NÃO SE ARREPENDEU. LEMOS O LIVRO ERRADO A VIDA INTEIRA. CARL JUNG TRAZ UMA LUZ SOBRE O LIVRO DE JÓ COMO UMA CRÍTICA DRÁSTICA AO DEUS ONIPOTENTE MONOTEÍSTA JUDAICO. JACK MILES E O DR OSVALDO LUIS RIBEIRO TRAZEM NOVAS LUZES A JÓ. OS GNÓSTICOS TINHAM RAZÃO, MAIS UMA VEZ.

Andei passando muito "pano" nos textos gnósticos. Acho que cometi auto-engano e devo corrigir meu erro. Mas asseguro que não foi consciente. Eu realmente tentei ver o texto de uma forma bastante espiritualizada. Mas a anarquia, a revolta e a indignação gritam no texto de tal maneira que não dá para esconder.

É como o Livro de Jó, cujo núcleo é um ataque contundente à teologia pós-exílica do Templo de Jerusalém.

Não, os textos gnósticos não são "marxistas". Mas a "teologia" apresentada nos clássicos é notável e claramente revolucionária. Prega o ódio aos sacerdotes e a revolta contra os políticos e governantes. É revolucionário e anarquista, tenho de admitir.

Tentei dar uma visão mais espiritual. São textos espirituais, sim. Mas são subversivos, profundamente subversivos. A versão final de Pistis Sophia, por exemplo, contém edições moralistas. Um desespero por parte de valentinianos tentando fazer essa coleção eclética do gnosticismo passar na censura da Igreja Católica e dos bispos do Egito - não adiantou nada, os livros foram proibidos e destruídos. Eu andei fazendo algo parecido. Fazer os textos gnósticos parecerem inofensivos e fofos, quando gritam revolução e anarquia. Acho que fui até mesmo ridículo.

É uma traição aos Cátaros fazer isso. Eles nem templo tinham, faziam seus simples rituais ao ar livre e detonaram com a hierarquia católica. Um cristianismo sem igreja, sem padres, sem sacerdotes, só com Evangelhos, textos que não faziam parte da bíblia, igualdade entre homens e mulheres, não-condenação da sexualidade, desprezo pela opressão do patriarcado monárquico-religioso reproduzido nas famílias pelo Pai abusivo. Isso é gnosticismo. Os cátaros são gnósticos no mais profundo exato do termo. Anarquistas espirituais, queriam libertar as pessoas do jugo dos padres católicos e destruir toda hierarquia religiosa. Religião sem religião, igreja sem missa, cristianismo sem culto e sem Deus, pois Jesus é O Todo como diz o Evangelho de Tomé, está em tudo, em todo lugar, em todo ser humano, não precisa ser adorado, não é um ente personalizado, é uma Consciência Sem Limites. Gnose, Gnosticismo, Cristianismo. Assim como os antigos gnósticos clássicos e os maniqueístas.

Espiritualismo? Coisa privada. Magia tá liberada. Deuses quantos forem pra quem quiser. Ritos livres para todos. Mas o Evangelho é primordial, a Gnose é essencial, não se pode fugir: revolta, rebeldia, libertação e anarquia. Nada de sacerdotes nem hierarquia. Para entender a liberdade: transes e êxtases. Toda "Alma", Sophia, é um Deus. Todo pobre e escravo é um Deus e merece a mesma dignidade que os ricos e poderosos. Deus é a "alma" humana, cada uma, todos, tudo. Não existe hierarquia, todos tem os mesmos Direitos e Deveres. Isso é o gnosticismo.

E o Deus Mau? Yaldabaoth? O Criador? De onde surgiu? O Livro de Jó responde!

Parece que a revolta gnóstica contra o Criador é a revolta judaíta-israelita-cananeia contra o Deus importado Zoroastriano que o Templo de Jerusalém força com auxílio dos persas sobre uma população politeísta. O Monoteísmo causou revolta e indignação em Judá e não foi aceito sem resistência. Os profetas carismáticos, os magos, bruxos e macumbeiros, foram forçados a abandonar seus deuses e adotar o monstro demoníaco que se passou por "Yahweh" mas é o lixo podre Ahura Mazda do zoroastrismo, o rato monoteísta que acha que é o único deus.

Apócrifo de João:

"Eu sou Deus e não há outro além de mim" - disse Yaldabaoth.

"Estás enganado, Deus dos Cegos (Samael)" - respondeu Sophia.

Ahura Mazda, o Deus Único Monoteísta, é deus de cegos. Uma aberração criada artificialmente para controle social, exploração, opressão, escravização.

Os valentinianos são mais polidos. Valentim era da mais alta classe egípcia, cidadão romano, um milionário. Ele poliu o Gnosticismo Clássico e tentou dourar a pílula. Apresentou um gnosticismo bonitinho, perfumado e cheiroso para não escandalizar Roma. Tentou revolucionar apelando ao Platonismo e ao Misticismo que os filósofos gregos gostavam, do Oriente. Seu trabalho agradou muito os hindus que o copiaram na sua Advaita Vedanta. Um trabalho formidável. 

Mas eu ainda prefiro a brutalidade revoltosa dos Setianos que chamam Deus de DIABO, VERME, DEMÔNIO, ABERRAÇÃO, MONSTRO e conclamam a Revolta Social. Esses judeus hereges que criaram o Gnosticismo e declararam ódio a Jerusalém e ao Judaísmo falam a minha língua:

Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! - Mateus 23:37ss.

Não tem deuses que os gnósticos não tenham dissolvido no mito da rebelde Sophia, indignada com as autoridades. Não há autoridade política e econômica que não tenham xingado de Arcontes Demoníacos, os monstros criadores do mundo. O vilão, Demiurgo, Yaldabaoth, é o Deus da elite grega platônica e o deus do Templo de Jerusalém. É o Governante, o Político, criador do mundo e seus demônios exércitos de Arcontes. Ataque a elite Grega, ataque a elite Judaica. O Profeta Mani atacou a elite Persa e seus apóstolos atacaram as elites Tibetana, Indiana e Chinesa. O vilão da história é sempre o mesmo: homem, rico, político, sacerdote, rei, imperador. A heroína é sempre a mesma: mulher, feiticeira, bruxa, sexualmente livre e dona de si.

De alguma forma a revolta politeísta judaíta contra o Fascismo Monoteísta do Templo de Jerusalém permaneceu na população judaica e explodiu na época de Jesus e dos Messias, dando origem ao movimento Gnóstico. A Guerra da Liberdade Politeísta contra o Fascismo Monoteísta parece ter encontrado no Gnosticismo sua chance de emancipação e expansão pelo mundo. Jesus virou o símbolo da revolução.

O que penso? Vamos às definições:

- Religião: grupo de estudos. O que passa disso não deve subsistir. Religião é pra libertar as consciências, não para escravizar. Todo dogma deve ser proibido. Não deve haver qualquer tipo de sacerdote ou autoridade. Apenas misticismo privado e baseado em transes e êxtases, nunca em doutrinas.

- Cristianismo: só é verdadeiro se liberta sócio-político-economicamente. O único que faz isso é o Gnóstico, portanto todos os outros devem ser rejeitados. Dos evangelhos mais antigos só presta o Evangelho de Tomé.

- Gnosticismo: Anarquismo Espiritual, revolta sócio-política de esquerda. Se uma seita se diz gnóstica mas não prega nem anarquismo nem socialismo, então não é gnóstica mas é o velho cristianismo fascista monoteísta de sempre. Seita de Samael Aun Weor, neo-rosacruces, maçonaria, perenialismo de Schuon e Guenon, todas essas patifarias modernas apenas usam o nome de "gnose" em seus ritos mas não tem nada do Gnosticismo Antigo, não se parecem EM NADA com Setianos, Valentinianos, Maniqueístas, Cátaros, nada. Não dá pra confundir!

- Deus: é a própria existência e o além. Isso abarca tudo que existe, todas as pessoas. Não há dualismo "esse mundo" versus "o outro mundo". O que fazemos nesse mundo reflete no pós-vida, se é que existe vida após, pois se tudo está interligado não há como não estarmos já conectados com a eternidade e com o próprio pós-vida, logo não há pós-vida mas simples continuidade da vida. Não existe morte. A eternidade é aqui. Se quisermos o céu, devemos transformar esse mundo no céu. É para isso que fomos colocados aqui, para melhorar essa terreno baldio. Perdemos tempo demais procurando "espiritualidade" e "se conectar com Deus". Como se conectar com algo que já se é? Não existe dualismo espírito/corpo. Não existe mundo espiritual. Nem reencarnação. Nem "alma". A consciência não está separada do corpo, nem a mente é algo distinto da matéria. Nós somos Deuses e VONTADE E DESEJO são nossos poderes divinos.

- Magia, feitiçaria: existe, mas é uma experiência pessoal. Não há como sistematizar isso em manuais e rituais. Todos nascemos com magia inata. Nossa mente envia ondas e percebemos com nossos poderes, entre os quais a Intuição, coisas que a ciência não consegue (ainda?) detectar. Livro de magia é pra enganar bobo, não seja idiota a esse ponto. Concentre sua VONTADE E DESEJO e poderá realizar coisas aparentemente impossíveis. Esses poderes são limitados, sofremos limitações espaço-temporais, nosso campo de atuação é exíguo. Força de Vontade concentrada é o segredo, a meditação e o transe podem ajudar muito nesse sentido.

- Terapia e Análise: essencial. Perde-se tempo buscando "vida espiritual" sendo que um bom psicoterapeuta te faz concluir coisas óbvias que sempre estiveram na sua frente todo o tempo, mas a lavagem cerebral familiar o impedia de ver.

- Pecado: sistema de controle social e dominação político-econômica. Não existe pecado. Respeito, Fraternidade, Solidariedade, Justiça, isso deve reger as relações sociais, não medo de mitológicos infernos e ficar sujo de "pecados" inexistentes. Chega de ser criança.

- Teologia: mitologia sistematizada, burrice, tontería, jegueira, bosta, merda. Até mesmo a Teologia da Libertação, a menos pior, não presta muito. Cuidado com os padres. Com os pastores não se preocupe, jogue no lixo qualquer coisa que eles dizem, são psicopatas ou loucos buscando enganar ou ser enganados, não tem qualquer futuro, caminham para a doença mental grave e o hospício. São doentes, disputam poder e se destroem mutuamente. Mas os padres da teologia da libertação são perigosos. Os padrecos tradicionalistas são loucos iguais aos pastores evanjegues, solitários e depressivos, dignos de pena. Muitos deles sabem que religião é tudo mentira, mas seu problema é psicológico e não conseguem se livrar de seus demônios internos. Na verdade eu sinto pena. Mas há padres psicopatas também. A Igreja de Roma domina mentes e consciências a 2.000 anos, eles sabem fazer seu trabalho sujo muito bem... Não querem perder seu ganha-pão, sustento, poder, autoridade e carnes novas para satisfazer sua luxúria. Vão pregar "Libertação" até certo ponto. Quando a rebeldia contra a hierarquia se aproxima, viram os mais ferozes conservadores, pois não querem perder a delícia de ser sustentados por velhas caducas que deliram estar na idade média. Cuidado com teólogos da libertação, eles defendem o sistema de dominação e lavagem cerebral religioso tanto quanto os tradicionalistas.

- O que devemos fazer: cuidar da nossa vida material, sustento, e tudo a ela relacionado: política, economia, sociedade, direito. Chega de se alienar com "vida religiosa" ou com "espiritualidade". Religião é misticismo privado libertador, e só, nada mais. Use magia com sabedoria, não para propósitos sórdidos mas para melhorar sua vida e da sociedade. Use religião com sabedoria: não perca tempo com teologias, mas separe tempo para transes, êxtases, meditações, autoconhecimento e consciência sócio-política.

- Política: ser de Esquerda é um ato de inteligência. Duvido da capacidade cognitiva de toda e qualquer pessoa conservadora, de direita, tradicional e etc. Ser marxista é mais inteligente ainda. Ter Consciência de Classe é superior ainda mais! A Esquerda é a Luz do Mundo, sempre foi: dos gnósticos antigos aos anarquistas, dos Jacobinos da Revolução Francesa aos marxistas-leninistas. A Esquerda, o Socialismo, o Marxismo são grandes passos evolutivos da humanidade ainda não concluídos.

Guerra Híbrida: o porquê de estarmos desunidos e brigando!

Vou contar uma história real: em 2021 o participante Nego do Borel foi expulso de A Fazenda 13 por supostamente ter passado do limite com a participante Dayane Mello. Eu apoiei a expulsão, pois não tinha visto todas as imagens. Após uma festa, os dois foram para a cama, bêbados, e Nego fez carícias em Dayane que afastou sua mão dizendo "tenho filhos lá fora". Mas depois de liberadas todas as filmagens do que aconteceu na festa, vimos que Dayane provocou e seduziu Nego a festa toda, inclusive ficando com ciúmes quando ele estava conversando com outras mulheres. Ela dançou, rebolou e se esfregou nele a noite toda, simulando atos sexuais e depois foi para a cama com ele. Eu e o Brasil ficamos indignados com isso, pois ela claramente queria ter relações sexuais mas estava tão bêbada que não rolou. Não houve abuso. Tati Quebra Barraco inclusive chegou a dizer que Dayane deveria "se virar e assumir seus B.O.". 

Pressionada pela militância virtual, feministas e movimentos identitários, a Record decidiu expulsar Nego do Borel.

Eu perdi uma amizade de 15 anos por causa disso. Uma amiga me disse que sim houve abuso e que eu estava sendo condescendente com um abusador e não esperava menos de mim visto que já havia apoiado a Direita muitos anos antes. Disse que estava "decepcionada", como se eu tivesse atacando a mãe dela só por dizer que não houve abuso e que Dayane provocou e demonstrou claramente para todos que queria ir para a cama ter relações com Nego e que as carícias dele foram rejeitadas, ele não passou do limite. Depois de receber ofensas pessoais, respondi que não precisava de amizade de alguém que me ataca pessoalmente por causa de opiniões sobre reality show e que isso era absurdo, ridículo e infantil. A amizade acabou.

O que aconteceu foi que Nego foi expulso e Dayane afirmou claramente e para todos: não houve nenhum tipo de abuso e para ela Nego foi e é uma ótima pessoa. 

Semanas depois, Dayane se mostrou a pior pessoa possível: atacou cabelos crespos, sendo racista, atacou mulheres, o Brasil, foi eurocêntrica, xenofóbica, racista, machista, enfim, uma coleção de absurdos:

https://www.metropoles.com/webstories/as-piores-frases-de-dayane-mello-em-a-fazenda-13

Eu e minha amiga fomos vítimas da Guerra Híbrida. Quiseram nos dividir e conseguiram.

Parece teoria da conspiração mas não é pois há cada vez mais documentação a respeito, estudos especializados, há jornalistas, cientistas sociais, economistas, historiadores, filósofos falando a respeito: os movimentos Identitários (gayzismo, maconhismo, feminismo, afrocentrismo e etc) foram criados e/ou cooptados pela CIA e transformados em arma das Elites corporativas para MINAR a Luta de Classes e acabar com todas os movimentos pelos Direitos Sociais e Trabalhistas. Pior, são usados para causar Guerras Híbridas e desestabilizar nações que possuem algo que interessa aos EUA no espectro geopolítico e econômico.

Muitas dessas pautas são legítimas e se encaixam totalmente na Luta de Classes. Mas outras não!

Basicamente, o Identitarismo foi criado pelas grandes empresas e conglomerados industriais para destruir a Esquerda por dentro. É o capitalismo com a roupagem Neoliberal se metamorfoseando, mudando para se adaptar aos novos tempos, aprendendo novas armas para sobreviver e avançar.

Pensadores Pós-Modernos como Foucault, Derrida, Lacan, Lyotard são acusados pela extrema direita, numa Guerra Híbrida, de serem esquerdistas. Mas todos foram financiados, apoiados, popularizados pela CIA, pelas Grandes Empresas e conglomerados industriais. Alguns chamam essas empresas de "metacapitalistas", como se fosse algo diferente da velha Burguesia que domina o mundo desde a Revolução Francesa. Não é. É o Capitalismo fazendo o que sabe: explorar o trabalhador. Mas agora aprendeu uma nova arma: DIVIDIR o trabalhador com pautas identitárias para ele esquecer da Luta de Classes, da Consciência de Classes, dos seus Direitos enquanto CLASSE EXPLORADA, OPRIMIDA.

Duvida? O Bira do canal O Algoritmo da Imagem, que trata de Semiótica, Sociologia e Filosofia explica muito bem:




Assista primeiro ao vídeo do Bira sobre Pós-Modernidade, e depois vá para os vídeos sobre Guerra Híbrida:






- Indio dizendo que usar cocar no carnaval é "apropriação cultural"

- Negro dizendo que branco usar dread é apropriação cultural

- Indio dizendo que a palavra índio é ofensiva e deve-se usar "indígena" 

- Branco dizendo que racismo não existe e é "mimimi"

- Negro dizendo que mestiçagem é genocídio

- Pardo dizendo que pardo não existe

- Negro dizendo que preto, negro, escuro é racismo (????)

- Gay dizendo que você tem que se relacionar com trans senão é homofobia, transfobia

- Obesidade não é doença, é lindo e maravilhoso

- Mostrar a bunda na TV é "feminismo"

- Conservador dizendo que gays querem destruir a infância e transformar crianças em gays

- Trans atacando feministas, feministas atacando trans

- Negros atacando índios, índios atacando negros

- Classe Média às portas da pobreza reclamando de bolsa família

- Assaltantes de ônibus roubando somente passageiros brancos (pasmem, isso aconteceu em BH)

- Policiais Militares negros e pobres pregando ódio a negros e pobres chamando-os de comunistas e vagabundos

- Pedreiros e torneiros mecânicos sem estudo chamando estudantes pobres e de classe média de comunistas que querem destruir a civilização ocidental

- Quem tem razão: o traficante negro evangélico conservador da favela ou o branco candomblecista de classe média? Quem sofre mais, quem é mais oprimido?

Enquanto isso os ricos ficam mais ricos e nós ficamos mais pobres. A boiada passa, os direitos trabalhistas somem, a exploração fica maior, tudo mais caro, tudo mais difícil, o congresso é tomado por lobistas defensores da Burguesia e os Militares tomam o poder EM TODAS AS ESFERAS DE PODER!

Quanto mais atacam a Damares pelas fake news, mentiras, absurdos e crimes que ela comete, mais votos ela tem! O povo tem se identificado com ela. O mesmo povo que é chamado de racista e homofóbico pro militantes identitários. 

Quanto mais identitarismo, mais Damares, mais Bolsonaro, mais General Heleno, mais General Mourão, mais Trump.

É a Guerra Híbrida. Nós somos soldados e estamos nos odiando por esse bando de psicopatas.

Tem travesti progressista ganhando muito dinheiro pra atacar a Direita, andando com bolsas caras e comendo em restaurantes chiques enquanto as travestis de rua estão drogadas e miseráveis... Veja os noticiários e identifique esses atores da Guerra Híbrida fomentando o ÓDIO e lucrando com isso.

É o DIVIDIR PARA DOMINAR, ação típica do Imperialismo americano na América Latina e em outras partes do globo para conquistar seu objetivo: roubar as riquezas do nosso país e nos transformar em mercado consumidor, colônia do século XXI. Eles enriquecem e nós empobrecemos.

Esquecemos que somos trabalhadores explorados e nos identificamos com essas pautas "progressistas" e nos tornamos mercado consumidor de marcas e produtos com a nossa cara, o nosso rosto. 

Que bonitinho é comprar uma boneca barbie negra. Se não me vejo não compro! Mas a negra que montou a boneca lá na fábrica tem cada vez menos direitos trabalhistas, as contas não fecham, está endividada, empréstimos de cá, juros altíssimo de lá, mora de aluguel, depende do transporte público. Ela é pobre, será pobre e seus filhos serão pobres pra sempre.

Mas vale a pena. A boneca Barbie agora é negra! 

Lacrei!

PORQUE DEIXEI A IGREJA

O meu derradeiro desprendimento da religião se deu muito lentamente.

Muitos se desprendem por se decepcionarem com as comunidades e seus líderes. Comigo não foi assim. Os principais momentos desse processo foram a saída da igreja evangélica e o curso de Teologia. No espaço entre esses, perambulei por muitas áreas importantes mas esses dois, a igreja batista e a Teologia universitária, foram as principais causas da minha saída da religião e minha descoberta AGNÓSTICA. Não sou ateu.

Por conta própria, estudando sozinho e refletindo o que acontece nas igrejas, cheguei a conclusões primordiais que, muito depois, descobri que são muito estudadas na academia e na teologia. Entre elas estão:

1 - Nenhum cristão prega a Bíblia. Não existe o princípio "sola scriptura" da Reforma. Isso é uma falácia ridícula dos crentes. Enquanto cresci no altar como neto de pastores batistas, fui percebendo que a doutrina não vinha da Bíblia mas da cabeça da classe dominante das seitas. Quem diz o que é a doutrina é a AUTORIDADE da instituição, não o livro sagrado. Toda igreja evangélica precisa de uma tradição, uma autoridade, uma ELITE. Todo pastor é um Papa de suas seitas e a doutrina nunca foi nem vai ser bíblica, pois quem dita a regra é a TRADIÇÃO, e quem dita a tradição é a CLASSE DOMINANTE. O uso da bíblia é um engodo falacioso. Cada seita prega uma doutrina diferente e autocontraditória e essas doutrinas, apesar de derivarem de trechos bíblicos, não são o que a Bíblia diz mas o que o pastor diz.

2 - Os textos do Antigo Testamento são pura mitologia e construção teológica e traditiva. Nada ali é real. O real e histórico está diluído em migalhas. Quase tudo é copiado da mitologia babilônica. O Monoteísmo não é originalmente judaico mas foi copiado do Zoroastrismo.

3 - Os relatos sobre Jesus foram escritos 50, 70, 100 anos depois de sua morte e a probabilidade de serem falsos é imensa. Depois, na Teologia, tive a confirmação de que não só são falsos e inventados como, em grande parte, mitos copiados da religião greco-romana.

Mas eu continuei na Religião. Por quê?

Por que ainda acreditava que a Experiência Religiosa vinha de fora, de deus. Não. Quando estudamos Psicologia da Religião e fazemos Terapia e, até mesmo, Psicanálise vamos entender que TODOS NÓS SOMOS ROBÔS PROGRAMADOS PELOS NOSSOS PAIS. Freud dá uma enorme ênfase na MÃE como grande responsável pela personalidade. Mas o que interessa é que todas as nossas crenças foram colocadas, criadas artificialmente pelos nossos pais, colocadas ali por eles. Não vem de nós, nem de fora, do "espírito", de "deus", nada disso. As nossas crenças são produtos da nossa EXPERIÊNCIA. Nossa mente, nossas ideias, nossa personalidade, nossa religião, nossas escolhas, TUDO NÃO PASSA DE EXPERIÊNCIAS.

Mas eu não tinha isso com clareza. Ainda estava ali na religião buscando me "conectar" com "deus". No culto evangélico, na missa católica, eu via deus agindo. Mentira. Nunca foi deus. Sempre foi EU e minhas experiências.

Tá, a Eucaristia não é corpo de Cristo nada. Mas porque eu continuei na igreja comungando da Eucaristia e ajoelhando e entoando o Santo Santo Santo e o Cordeiro de Deus?

Ora, porque EU NÃO CONSEGUIA ME LIVRAR DO RITUAL PORQUE ESTAVA ENRAIZADO EM MIM DESDE A INFÂNCIA. Jesus era meu melhor amigo imaginário. Era ali na Religião que encontrava o sentido da vida. Por mais que soubesse que nada ali era realmente conforme a Bíblia ou Jesus, eu ainda acreditava no "sagrado".

Depois, descobri que a "experiência do sagrado" é absolutamente subjetiva. Não há nada objetivo. A Comunicação de Deus, a "Revelação", a "Autocomunicação" como diz Karl Rahner, é subjetiva, ou seja, é uma experiência pessoal, não é um dado da realidade ou um fato que podemos levar para o laboratório analisar. Cada um tem a sua Experiência Pessoal com Jesus e essa experiência nunca sai do indivíduo, é absoluta e totalmente PESSOAL E SUBJETIVA.

O "Sagrado" é criado pela nossa psiqué para interpretar a realidade. É hermenêutica, interpretação. Não é um dado objetivo, não é um fato externo, é uma construção interna.

Tá, mas ainda assim eu experimentava a experiência religiosa, o Sagrado.

Sem saber esses termos, eu entendi isso enquanto era evangélico. Entendi aos poucos que a pregação dos pastores é subjetiva, criada em suas mentes, não tem nenhuma correspondência na realidade, a não ser nas forçadas alegorias que enfiam no texto para enganar o povo extremamente ignorante e vulnerável.

Resolvi buscar inteligência no Catolicismo. Entrei, mergulhei na teologia e nos escritos dos Padres da Igreja. Uma década.

Mas aí, durante uma conversa, um padre disse para um grupo de pessoas que eu estava, quando alguém perguntou se a eucaristia era realmente o corpo e o sangue de Jesus:

"A Eucaristia é corpo e sangue de Jesus PARA O FIEL. É um ato de fé pessoal, uma experiência pessoal de encontro com Jesus".

Pronto, uma venda caiu dos meus olhos. Não sou só eu que não acredito no Mito Cristão mas ainda continua na religião. Os padres também não acreditam, sabem que não passa de um Mito que se transforma em experiência com o sagrado NA CABEÇA de cada fiel ali comungando o pão e o vinho!

Por quê então subir no ambão e pregar que a Eucaristia é o corpo de Jesus mas sabendo que não é? Como pode uma pessoa pregar uma coisa mas saber que é mentira??? Por quê? Qual o objetivo?

Será que se acomodou no sacerdócio e não tem outra profissão para exercer, por isso continua ali? Fiquei indignado COMIGO, não com o sacerdote, por ser exatamente igual a ele: faço homilias em comunidades e prego na vizinhança um Jesus que sei que não existe. Doutrinas que sei que são mentiras.

Outro caso. Um professor de Teologia disse para uma comunidade: Maria nunca foi virgem. Choque, escândalo. Ele feriu a sensibilidade daquela meia dúzia de pessoas. Mas era verdade, Maria nunca deu a luz a Jesus virgem. Maria nunca existiu. É mito, copiado e piorado, mito ruim.

Mas o MEU CHOQUE foi muito maior quando percebi que esse padre professor de Teologia celebra no mínimo 5 missas todo fim de semana. Como pode subir no ambão sem acreditar nem em Maria, nem em Jesus?

E eu estava fazendo a mesma coisa que ele!

Quando me dei conta de que estava vivendo mentiras na Igreja, saí.

Não tenho raiva nem mágoa. Muito pelo contrário. Eles me fizeram acordar para a realidade. Para não ser nem igual aos fieis idiotas que ainda acreditam nos toscos mitos da Bíblia, nem igual aos teólogos que não acreditam nos dogmas mas continuam pregando dogmas e fingindo que acreditam para se manter em cargos eclesiásticos. Não queria fazer parte disso.

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E Deus nisto tudo?

Já vi coisas muito estranhas, poucas, mas reais. Enquanto a ciência não explica, me abstenho ceticamente, agnosticamente.

O fato de haver possibilidade de que haja, como disse Aristóteles, uma Causa Primeira que tenha dado Movimento ao Universo, não se correlaciona DE MANEIRA ALGUMA com Deus ou Divindade de qualquer tipo.

Kant tinha certa razão. O objeto Deus não é um dado da experiência, objetivo, mas uma construção mental subjetiva. Logo, não sendo objetivo, não se ponde conhecê-lo porque o conhecimento é a adequação do objeto ao sujeito. Na Sensibilidade, somos afetados sensivelmente pelos objetos e criamos conceitos. Deus não é um objeto, logo não nos afeta, logo não é conhecível. Que é Deus então? Construção mental imaginativa somente. A Metafísica não é possível.

E a Mística, o Transe, o Êxtase? Ora, são criações mentais pelas quais concentramos em conceitos psíquicos conteúdos que selecionamos. Como um amigo imaginário que imaginamos falar conosco, criamos uma relação com esses "objetos" mentais como se reais fossem. Tornamos eles Sagrados e eles criam vida dentro de nós.

Mas e a Teoria das Ideias de Platão? É especulação. Por mais lógica e racional que seja (e é!), é especulação, não tem respaldo na objetividade. Não é uma experiência subjetiva, mas uma reflexão racional sobre uma realidade que não tem objetividade. por se tratar de objetos sem correspondência na realidade. É pura abstração.

Ainda gosto dos Gnósticos. Eles levaram para a grande massa a ideia de que o Conhecimento, a Gnose, está dentro de cada um. Não vem de cima, das Autoridades (arcontes), nem de Deus nem de fora do universo, de outro mundo, nada. Toda alma é Gnóstica e capaz de Conhecimento. Dentro de cada alma está contido escondido todo o conhecimento do universo. O Absoluto está em todo mundo!

A Gnose é uma experiência pessoal, deve ser perseguida pessoalmente, descoberta, investigada. É a Ciência. A base do Gnosticismo é o Medioplatonismo, uma mistura de Platão, Aristóteles, Pitágoras, Estoicismo e doutrinas místicas, esotéricas e orientais dos séculos 1 a.C. a 2 d.C. O Gnosticismo é uma investigação do fenômeno religioso, uma tentativa de síntese da experiência religiosa e do sujeito no mundo, o estar no mundo, o Si. É Filosofia, Religião e Misticismo misturados. Isso é uma bomba que pode desembocar no Ateísmo e na Revolução Social. E foi isso mesmo que aconteceu na Pérsia com a religião gnóstica Mazdakismo (o primeiro Socialismo) e na China com o Maniqueísmo. Um dos pais da Alquimia foi Zósimo de Panópolis, um mestre gnóstico e filósofo MATERIALISTA! Gnosticismo é, também, ciência, rudimentar, primitiva, mas é. Por isso a Academia se espanta com seus insights.

Não tenho mais religião alguma. A causa do Universo pode estar fora dele? Pode! Mas, justamente, por estar fora, é impossível chegar a ela, estudá-la, entendê-la. Vai ser sempre uma teoria, uma especulação, algo incognoscível, impossível. Vai ficar só na imaginação.

"Ah, mas eu tive uma experiência, eu vi um anjo, eu vi Buda, eu falei com Jesus e com Maria, eu incorporei uma entidade"

Ótimo, parabéns, mas é uma experiência subjetiva, diz respeito somente a você, não é um fato, dado da realidade, logo não pode ser estudado pois não é um objeto cognoscível. Vai ficar só no mundo da SUA imaginação, nem na imaginação dos outros vai ficar.

O fato de haver uma causa externa ao Universo não implica conteúdo Religioso. Haver uma "causa primeira" nada tem a ver com religião, doutrina, dogma, jesus, bíblia. NADA! Pode até ser que Deus exista, mas, com certeza, isso não tem nada a ver nem com bíblia, nem Jesus, nem Buda, nem QUALQUER TIPO DE DOGMA, DOUTRINA, COMUNIDADE, INSTITUIÇÃO OU SEITA RELIGIOSA. NADA, ABSOLUTAMENTE NADA.

Portanto, deus existindo ou não, Cristianismo, Espiritismo, Islã, Judaísmo, Budismo, é tudo mentira inventada, tudo mitologia, enganação, delírio, manipulação, engodo e, principalmente, POLÍTICA.

Não faz nenhum sentido ficar brincando de Mitologia e simbolismo frequentando uma comunidade quando se sabe o que é que está acontecendo ali. É tudo imaginação.

Por isso deixei de pregar e celebrar cultos. Não me decepcionei com religião alguma. Pelo contrário. Eu entendi o que acontece com a mente humana na religião. É uma experiência REAL com conteúdos IRREAIS, mitológicos. Tudo parou de fazer sentido. A Ciência abriu as portas e me chamou, e eu atendi.

Tem uma outra questão, que é sociológica, que falarei depois. A questão de que a religiosidade depende da classe social. Por ora, é isto.

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Quando Jung me ofereceu a oportunidade descobrir os conceitos de Deus, de sagrado e de divino não na sua dimensão religiosa, mas sim na sua dimensão psicológica, como arquétipos, permiti a mim mesma, pela primeira vez na vida, conceber que talvez esses conteúdos realmente existissem. Não como entidades, mas como experiências. Não fora de mim, mas como parte de mim e da minha psicologia. E, claro, da tua também 🤩 Jo 💙