terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Maniqueísmo em Fujian Parte 2: os Rituais praticados hoje

MANIQUEÍSTAS REALIZANDO RITUAL PÚBLICO EM 2016 NA CHINA


CHEN PEISHENG, SACERDOTE MANIQUEÍSTA, DESCENDENTE DE LIN DENG. LÍDER DO MANIQUEÍSMO DE FUJIAN.

 

Aqui estão algumas fotos de padres maniqueístas de março de 2016, no 1.013º aniversário maniqueísta em Fujian, China. Eles vivem em três aldeias remotas com um total de apenas algumas centenas de famílias, nas montanhas do condado de Xiapu, Fujian. Os sacerdotes vestem-se de branco, tal como os sacerdotes mandeístas.

A segunda foto mostra Chen Peisheng na frente. Chen é um padre que possui muitos manuscritos maniqueístas raros herdados de seus ancestrais.


Quem foi Lin Deng e sua relação com o Maniqueísmo?

Lin Deng (1003–1059) foi um importante líder espiritual maniqueísta da Dinastia Song. Sua figura é central para o estudo do maniqueísmo na China por causa dos seguintes pontos: 
  • Liderança Religiosa: Ele atuou na região de Fujian e é reverenciado como uma divindade ou patriarca por comunidades locais que preservaram práticas maniqueístas disfarçadas sob o budismo ou taoísmo por séculos.
  • Manuscritos de Xiapu: A descoberta moderna de textos maniqueístas no condado de Xiapu revelou rituais e genealogias que mencionam Lin Deng, provando que o maniqueísmo sobreviveu na China muito além do que historiadores acreditavam anteriormente.
1. O Conceito de "Religião de Linhagem"
Diferente do conceito ocidental de religião como uma escolha individual, nessas vilas o maniqueísmo tornou-se parte da identidade do clã.
  • A Piedade Filial: Para um morador de Baiyang, praticar os rituais do "Buda da Luz" não é um ato de conversão, mas um ato de respeito aos ancestrais. Abandonar esses ritos seria como abandonar a própria família.
  • Transmissão Hereditária: O conhecimento ritual é passado de pai para filho (ou de mestre para discípulo dentro da mesma família). Isso criou uma barreira de proteção: como a prática é "privada" e doméstica, ela escapou da vigilância estatal que foca em instituições públicas.
2. Os Manuscritos como Relíquias Sagradas
Os textos rituais (conhecidos como os Documentos de Xiapu) não são tratados como livros de teologia, mas como objetos de poder e herança.
  • Esconderijo Físico: Durante séculos, e especialmente durante períodos de repressão política, essas famílias esconderam os manuscritos em paredes duplas, forros de telhado ou enterrados em baús.
  • Ignorância da Origem: Muitos guardiões desses textos em 2026 não sabem quem foi Mani ou que a religião veio da Pérsia. Para eles, os textos são "Budismo Antigo" ou "O Caminho dos Antepassados". Quando pesquisadores começaram a identificar nomes de anjos persas e cosmologia maniqueísta nos papéis amarelados, muitos moradores ficaram surpresos ao descobrir que sua "tradição familiar" era, na verdade, o último vestígio de uma religião mundial extinta.
3. O Papel dos "Mestres Rituais" (Mestres do Altar)
Em Shangwan, existem linhagens de "Mestres do Altar" que são chamados para realizar funerais ou cerimônias de purificação.
  • Sacerdócio Oculto: Eles não se vestem como monges budistas tradicionais. Eles operam como leigos que detêm o conhecimento secreto dos cânticos e diagramas de luz.
  • Sincretismo Funcional: Se você perguntar a um desses mestres em 2026 se ele é maniqueísta, ele provavelmente dirá que é budista ou que pratica o "Taoismo local". No entanto, os hinos que ele recita mencionam o Reino da Luz e a separação entre o espírito e a matéria, conceitos centrais da fé de Mani.
4. A Proteção contra o Estado
Ao categorizar suas práticas como "Tradição Ancestral" ou "Cultura Folclórica", essas comunidades evitam a fiscalização rigorosa aplicada às religiões oficiais na China. Em 2026, o governo chinês tende a ser mais tolerante com o folclore regional (visto como patrimônio cultural) do que com movimentos religiosos organizados que poderiam desafiar a autoridade central.
 
A sobrevivência do maniqueísmo em 2026 na China apresenta dois cenários radicalmente diferentes entre as regiões de Xinjiang e Fujian, refletindo a história de expansão e resistência dessa fé.


1. Fujian: A Sobrevivência Viva (Criptomaniqueísmo)

Em Fujian, especialmente nas áreas de Jinjiang e Xiapu, o maniqueísmo não apenas deixou ruínas, mas permanece como uma prática comunitária ativa, embora disfarçada.
  • Sincretismo Radical: A fé sobrevive sob o nome de Mingjiao (Religião da Luz). O profeta Mani é venerado como Moni Guangfo (Buda da Luz), permitindo que a prática seja confundida com o budismo tradicional.
  • O Templo Cao'an: Em Jinjiang, o único templo maniqueísta intacto do mundo abriga a estátua de Mani, que em 2026 continua sendo um local de culto para moradores locais, apesar de ser oficialmente classificado como patrimônio histórico e, por vezes, budista.
  • Manuscritos de Xiapu: Descobertas recentes confirmam que famílias nessas vilas ainda possuem manuais de rituais e hinos que mencionam divindades maniqueístas (como Jesus e o Pai da Luz), usados em funerais e festivais de linhagem familiar. 
2. Xinjiang: A Sobrevivência Arqueológica
Em Xinjiang, no noroeste da China, a situação é oposta. Embora tenha sido a religião oficial do Caganato Uigur entre os séculos VIII e IX, o maniqueísmo como prática religiosa ativa está extinto na região em 2026. 
  • Vestígios em Turpan: A sobrevivência aqui é puramente material e documental. As areias do deserto preservaram em locais como Gaochang (perto de Turpan) afrescos magníficos, estandartes de seda e milhares de fragmentos de textos maniqueístas em diversas línguas (persa médio, sogdiano e uigur antigo).
  • Substituição Religiosa: Após a queda do Caganato Uigur e a subsequente islamização da Ásia Central por volta do século XIII, o maniqueísmo desapareceu completamente de Xinjiang, sendo substituído pelo Budismo e, mais tarde, pelo Islamismo. 
Comparativo de Sobrevivência (2026)
CaracterísticaFujian (Sudeste)Xinjiang (Noroeste)
StatusPrática cripto-religiosa e folclóricaArqueológico e acadêmico
Forma de CultoIntegrado ao Budismo/Taoismo localInexistente (apenas ruínas)
Principal ÍconeEstátua de Mani no Templo Cao'anManuscritos de Turpan e cavernas
IdentidadeIdentificado como "Mingjiao" ou ancestralHistória antiga dos povos uigures
A preservação em Fujian é um fenômeno de resistência cultural e familiar, enquanto em Xinjiang é um testemunho da Rota da Seda preservado pelo clima árido e pelo esforço arqueológico.
O Papel dos "Mestres Rituais" (Mestres do Altar)
Em Shangwan, existem linhagens de "Mestres do Altar" que são chamados para realizar funerais ou cerimônias de purificação.
Os Mestres do Altar (conhecidos localmente como Fashi ou mestres rituais) representam a "coluna vertebral" do criptomaniqueísmo em 2026. Eles não são clérigos em tempo integral; podem ser agricultores ou comerciantes que, por linhagem de sangue, herdaram o dever de mediar o mundo espiritual.
Detalhes específicos sobre sua atuação e o conhecimento que preservam:
1. A Estrutura do Sacerdócio Leigo
Diferente do Budismo, que exige o celibato e a vida em mosteiros, esses mestres vivem integrados à sociedade.
  • Transmissão por Linhagem: O conhecimento é secreto e transmitido via "cadernos de rituais" herdados. Em vilas como Shangwan, apenas o primogênito ou um sucessor escolhido dentro da família pode manusear os textos originais.
  • Vestimenta e Aparência: Durante o dia, são cidadãos comuns. Em rituais, utilizam mantos que lembram os de sacerdotes taoistas ou budistas, mas com detalhes específicos: preferência pela cor branca (simbolizando a pureza e a luz) e o uso de selos de madeira gravados com o nome das divindades da luz.
2. O Conteúdo dos Cânticos: O "DNA" Maniqueísta
Embora se identifiquem como budistas para evitar problemas com o Departamento de Assuntos Religiosos da China, o conteúdo que recitam é puramente gnóstico e maniqueísta:
  • A Batalha da Luz vs. Trevas: Seus hinos narram a queda das partículas de luz no mundo material e a necessidade de libertá-las. Isso é estranho ao budismo tradicional, que foca no fim do desejo, e não na libertação de uma substância luminosa física.
  • Invocação de Divindades Persas: Em 2026, pesquisadores identificaram que nomes recitados como "Moni", "Yisu" (Jesus) e "Lushana" correspondem exatamente às cinco manifestações da luz do maniqueísmo clássico.
  • O Reino da Luz: Seus hinos funerários não focam na reencarnação (conceito budista), mas no retorno da alma ao "Reino de Pureza e Luz", um lugar de paz eterna que não se confunde com o Nirvana ou o Paraíso de Amitabha.
3. Sincretismo Funcional na Prática
O mestre opera de forma a "atender" a demanda popular local sem levantar suspeitas do Estado:
  • Rituais de Purificação: São chamados para "limpar" casas de energias negativas. Para o cliente, parece um exorcismo taoista; para o mestre, é um ritual para afastar os "Demônios da Escuridão".
  • Funerais de 49 Dias: Eles realizam cerimônias complexas onde utilizam diagramas de luz (mapas cosmológicos) que guiam a alma do falecido através de doze "estações" ou "portões" de luz, uma estrutura de ascensão que remonta diretamente às crenças persas de Mani.
4. A Ambiguidade Identitária em 2026
Se você confrontar um Mestre do Altar sobre sua origem maniqueísta, ele usará a estratégia da identidade fluida:
  • Eles explicam que sua prática é a "Religião da Luz" (Mingjiao), uma tradição local legítima da província de Fujian.
  • Ao se autodenominarem "Budistas do Altar", eles ganham proteção legal, pois o Budismo é uma das cinco religiões permitidas. Isso cria um escudo burocrático que protege uma teologia que, tecnicamente, não deveria mais existir.
Revolução Cultural (1966–1976) foi o período mais perigoso para a sobrevivência do maniqueísmo na China. Durante essa década, o regime de Mao Tsé-Tung buscou erradicar os "Quatro Velhos" (velhos costumes, cultura, hábitos e ideias). Para as comunidades de Xiapu e Jinjiang, isso significou uma ameaça direta às relíquias que haviam protegido por mil anos.
A sobrevivência dessas tradições até 2026 deve-se a táticas desesperadas e engenhosas de preservação:
1. O Templo Cao'an: O Disfarce Budista
O único templo maniqueísta sobrevivente (em Jinjiang) quase foi destruído pelos Guardas Vermelhos.
  • O "Buda" Salvador: A estátua de Mani foi poupada porque os moradores locais e monges insistiram veementemente que se tratava de um Buda histórico. Como o budismo era mais "reconhecível", a estátua foi desfigurada apenas levemente em vez de ser demolida.
  • Uso Secular: O templo foi confiscado e utilizado como depósito e escola. Isso, ironicamente, impediu que o prédio fosse implodido, preservando a estrutura física e a famosa inscrição de 1339 sobre a "Fé da Luz" até sua restauração décadas depois.
2. O Esconderijo dos Manuscritos (Xiapu)
Nas vilas de Baiyang e Shangwan, onde viviam os descendentes de Lin Deng, a ordem era destruir todos os livros antigos. Os "Mestres do Altar" realizaram o seguinte:
  • Paredes Duplas e Telhados: Muitos dos "Manuscritos de Xiapu" (que hoje são tesouros acadêmicos) foram envoltos em camadas de óleo e seda e escondidos dentro de paredes duplas de barro ou vigas de madeira nos telhados das casas rurais.
  • Enterros Secretos: Livros rituais foram colocados em potes de cerâmica selados com cera e enterrados em cemitérios familiares. Os Guardas Vermelhos raramente profanavam túmulos de camponeses pobres em busca de livros, focando mais em templos e palácios.
  • Memorização: Diante do risco de queima, alguns mestres rituais memorizaram hinos inteiros para garantir que, mesmo se o papel fosse destruído, a "Luz" continuasse a ser invocada oralmente.
3. A Fé Disfarçada de "Lealdade ao Partido"
Para evitar suspeitas, as reuniões religiosas foram cessadas. No entanto, a estrutura de clã familiar (lealdade aos descendentes de Lin Deng) serviu como uma "sociedade secreta" natural.
  • Os moradores continuaram praticando o vegetarianismo em dias específicos, alegando que era por "motivos de saúde" ou "pobreza", quando na verdade era a manutenção do preceito maniqueísta.
  • A veneração de Lin Deng foi mantida de forma privada, dentro das casas, longe dos olhos dos oficiais do Partido Comunista.
4. O Renascimento Pós-1980 e o Status em 2026
Após a abertura da China nos anos 80, esses manuscritos começaram a "sair das paredes".
  • Em 2026, esses documentos são tratados como Patrimônio Cultural Imaterial. O que antes era motivo de prisão, hoje é motivo de orgulho local e estudo internacional.
  • O governo chinês atual tolera essas práticas porque elas foram reclassificadas de "superstição feudal" para "cultura tradicional regional", o que confere uma camada de proteção burocrática sob a égide do turismo e da história.
A história de como esses camponeses enganaram o Estado para salvar textos do século XI é considerada hoje um dos maiores atos de resistência cultural da Ásia.
Os Rituais de "Libertação da Luz" (em chinês, Fangming 放明) são a expressão central e mais reveladora do criptomaniqueísmo em Fujian. Reintroduzidos cautelosamente na esfera pública após décadas de ocultação, eles demonstram a persistência da crença fundamental de Mani: a separação da luz da matéria.
Em 2026, esses rituais são realizados pelos Mestres do Altar das vilas de Xiapu, geralmente durante festivais de clãs ou como parte dos funerais.
Detalhes dos Rituais de "Libertação da Luz"
O ritual é uma cerimônia complexa que simboliza a ajuda às partículas de luz presas no mundo material para retornarem ao Reino da Luz.
1. A Preparação do Altar e o Simbolismo do Branco
  • O Altar Branco: O mestre ritual prepara um altar doméstico onde tudo deve ser branco: toalhas, velas, e até mesmo a comida oferecida (geralmente tofu, arroz e vegetais, simbolizando a pureza e a dieta vegetariana maniqueísta).
  • Vestes: Os participantes, especialmente os descendentes dos mestres, vestem-se com roupas brancas ou claras, uma forte marca de identidade que os diferencia dos praticantes budistas ou taoistas locais, que usam cores variadas.
2. Os Diagramas Cosmológicos (Mapas da Alma)
O ponto focal do ritual é o uso de diagramas pintados à mão, que foram escondidos durante a Revolução Cultural.
  • O "Mapa do Céu e da Terra": Estes diagramas servem como mapas de viagem para a alma. Eles mostram doze portões ou esferas, que representam a jornada da alma através dos reinos celestiais, longe das garras do "Príncipe das Trevas".
  • Invocação dos Enviados: O mestre recita hinos (retirados dos Manuscritos de Xiapu) invocando os Enviados da Luz — que incluem figuras identificadas como anjos bíblicos como Miguel e Rafael — para que guiem a alma.
3. A Ascensão Simbólica da Luz
O clímax do ritual é a ação de "libertar a luz":
  • Queima Rítmica: Papéis rituais com inscrições sagradas (que contêm o nome das divindades da luz) são queimados em um recipiente especial. A fumaça e a chama simbolizam a ascensão das partículas de luz.
  • A Metáfora da Lâmpada: Em alguns rituais, uma lâmpada de óleo é acesa em um ponto elevado da casa ou do templo, representando a orientação de Mani (o Buda da Luz) para o espírito perdido no mundo.
4. O Significado Teológico Atual
Para os mestres rituais em 2026, esses rituais são essenciais para garantir que a alma do falecido (que possui luz divina em si) não fique presa na roda da reencarnação ou nas prisões da matéria.
  • Eles fornecem uma salvação dualista que é distinta da ética budista de acumular mérito. Aqui, a salvação é sobre a purificação e o retorno à origem luminosa.
Hoje, esses rituais são uma das poucas evidências vivas de uma religião que já competiu com o cristianismo e o budismo pelo domínio global. A sua sobrevivência em Fujian, sob a proteção do folclore local, é um triunfo do criptomaniqueísmo.

OS RITOS FUNERÁRIOS MANIQUEÍSTAS DE FUJIAN
Os ritos funerários maniqueístas de Fujian, preservados pela linhagem de Lin Deng e documentados nos manuscritos de Xiapu, apresentam diferenças fundamentais em relação aos ritos budistas tradicionais da China em 2026. Embora a aparência externa seja semelhante para evitar perseguições, a "tecnologia da alma" por trás deles é puramente gnóstica.
Aqui estão as principais distinções:
1. O Destino Final: O "Palácio do Sol e da Lua" vs. "Terra Pura"
No budismo da Terra Pura (Jingtu), o objetivo é o renascimento no paraíso de Amitabha. Já no ritual maniqueísta de Fujian:
  • Destino: A alma deve retornar ao Reino da Luz.
  • O Caminho: O ritual descreve a ascensão da alma através de "estações" específicas: primeiro a Lua (que cresce à medida que se enche de almas/luz) e depois o Sol, que funciona como o portal final para a Divindade. No budismo, o sol e a lua não possuem essa função de "navios de transporte" [1].
2. O Papel de Jesus (Yishu) e São Jorge (Jisi)
Uma diferença gritante é a presença de figuras não-budistas nos cantos fúnebres de Xiapu:
  • Intercessores: Enquanto budistas invocam Kuan Yin ou Ksitigarbha, os ritos de Fujian utilizam o Encantamento de São Jorge (Jisi zhou) para proteção contra demônios astrais durante a ascensão.
  • Jesus o Esplendor: O "Buda Yishu" é invocado especificamente para "iluminar o caminho tenebroso" do morto, uma função que ele retém do maniqueísmo original como o salvador das partículas de luz [2].
3. A Natureza da Alma: Luz Aprisionada vs. Consciência Alaya
  • Maniqueísmo: O rito foca na libertação da luz que está literalmente "presa" no corpo físico (visto como uma prisão maligna). O ritual é um resgate de guerra.
  • Budismo: O foco é a purificação do karma e da consciência para um renascimento favorável. O corpo no budismo é impermanente, mas não necessariamente "uma criação demoníaca" como na visão de Mani [1].
4. Elementos Rituais Específicos
  • A "Barca de Luz": Embora o budismo use barcos de papel, nos ritos de Xiapu, o mestre desenha ou invoca o "Navio da Luz", uma metáfora direta para o Sol e a Lua.
  • Cores e Vestes: Historicamente, os maniqueístas chineses eram conhecidos como "aqueles que vestem branco e servem à luz". Em 2026, embora muitos usem roupas comuns para se misturar, o uso de faixas brancas e a ênfase na pureza absoluta dos alimentos oferecidos (estritamente vegetarianos e sem álcool) são mais rígidos que em muitos funerais budistas populares [2].
5. O Tribunal da Luz vs. Tribunal de Yanluo
No budismo popular, a alma passa pelos dez reis do inferno presididos por Yanluo (Yama). Nos manuscritos de Xiapu, a alma enfrenta o Tribunal da Luz, onde a pureza da partícula de luz é pesada. Se a luz estiver muito "suja" de matéria, ela não consegue subir e é lançada de volta, mas não necessariamente para um "inferno" budista, e sim para a reabsorção na "escuridão da matéria" [1].

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